Em busca do vaso ideal

O tipo de material que os recipientes são feitos pode influenciar na saúde da planta e na estética da sua casa.

Já falamos aqui no blog sobre a importância da escolha do local, que devemos estar atentos aos fatores ambientais como luminosidade, vento, água e solo para definir se iremos cultivar nossas plantas no quintal, na cozinha, na varanda ou sacada. Mas além do local temos também que escolher a estrutura – canteiros suspensos, mandalas, espiral de ervas ou jardim vertical, e definir o tipo de material que será usado – vasos, caixas de leite, garrafas pet, pneus, madeira, cerâmica, vidro, tijolos, concreto entre uma infinidade de opções.

Realmente não é tão fácil encontrar o vaso ideal, existem muitos modelos no mercado, variando tamanho, material, acabamento, etc. O mais importante é que o modelo escolhido seja adequado à espécie da planta, para que esta cresça saudável.

É muito importante considerar as características dos diferentes materiais usados para fabricar os vasos, para assim encontrar o que melhor se adapta à planta, ao clima da nossa cidade e ao lugar onde queremos colocá-lo.

E claro, deixe rolar a criatividade, improvisando os vasos com xícaras, pneus velhos, garrafas pet, caldeirões, panelas antigas, carrinho de mão. O que não pode faltar é imaginação!

Veja abaixo as principais características de cada material por Simone Sayegh, do UOL

  • vaso de ceramica naturalCerâmica natural: comuns, baratos e com diversos formatos. Esses versáteis vasos retêm umidade em suas paredes e, ao longo do tempo, ganham uma pátina esverdeada que pode ser limpa com escova de aço ou ser mantida e dar um toque antigo ao jardim. Uma desvantagem é que tendem a ressecar ao sol, por isso, a terra deve ser mantida sempre úmida; por outro lado, os cerâmicos mantêm a terra fresca por mais tempo. Para sofisticar o uso, combine-os a outras unidades esmaltadas e coloridas.
    O ponto fraco? Como são muito comuns, capriche na escolha das espécies a serem plantadas.
  • vaso em ceramica esmaltadaCerâmica esmaltada: conhecidos como os vasos vietnamitas, os esmaltados têm maior durabilidade, se comparados aos cerâmicos comuns. São encontrados em diversos tamanhos, cores e formatos, mas são mais caros e sofisticados que os de barro. Podem ser utilizados para o plantio de árvores e frutíferas e, nesses casos, quanto maior, melhor. São fabricados artesanalmente, portanto pequenas imperfeições, manchas e saliências são comuns.
    O ponto fraco? O custo.
  • vaso concreto celularConcreto/cimento: com diferentes formas e tamanhos, são o que se pode chamar de “bonitos e baratos”. Mas por serem pesados, têm uma desvantagem: são difíceis de transportar. O ideal, então, é colocá-los sobre lajes bem estruturadas ou solo natural. Podem ser feitos sob encomenda e são ótimos para áreas externas, pois apresentam longa durabilidade, todavia devem ser sempre maiores do que o recomendável para a espécie, porque seu espaço interno é reduzido.
    O ponto fraco? O peso.
  • vasos de madeiraMadeira: leves e versáteis, demandam o uso interno de um vaso de plástico ou caixa de zinco para o plantio. Ideais para serem usados como floreiras, podem ser produzidos sob encomenda. Podem, também, receber hidrofugantes para proteção e, assim, o uso em áreas externas está liberado. A dica? Invista em peças com aspecto rústico e fuja dos vernizes.
    O ponto fraco? É quase um cachepô.
  • vaso em potes de vidroVidro: facilmente encontrados, os vasos de vidro devem ser fabricados com espessura mínima de oito milímetros. Ideais para flores de corte e arranjos temporários, esse tipo de recipiente deve ser utilizado com o auxílio de um pote de plástico interno com furo nos fundos, quando para o plantio. Neste caso, insira seixos ou casca de eucalipto nos vão não-preenchidos para dar acabamento e estabilidade. Quando usado com as plantas de corte, troque a água, ao menos, duas vezes na semana.
    Os pontos fracos? É caro e dá bastante manutenção, especialmente pela proliferação de musgos.
  • vasos em polietilenoPolietileno (ou polipropileno): superleves, versáteis, com diversas possibilidades de acabamento e de fácil manutenção, são ideais para jardins sobre lajes – por reduzirem expressivamente o sobrepeso – e para ambientes corporativos e estandes, pois são “clean” e “combináveis”. Fáceis de realocar, podem ser feitos sob encomenda em formatos e tamanhos especiais.
    O ponto fraco? Dependendo do produto, desbota com o uso.
  •  São Paulo/03.02.2014/Sequencia para fazer uma horta vertical por Marizeth Estrela,furar o vaso,colcar argila expandida,colocar terra adubada,plantas as mudas de têmperos,colocar os ganchos,pendurara,colher com tesoura/foto:Niels AndreasPlástico comum: levíssimos, bem baratos e com diferentes tamanhos e formatos, os vasos de plástico comum podem servir de base para vasos de vidro ou madeira, mas também podem ser utilizados com criatividade no jardim. São úteis para transplantes, mudanças e transportes de mudas, mas tendem a esquentar demais, quando expostos ao sol, e esse calor é facilmente transferido ao solo, o que pode prejudicar a planta.
    Outros pontos fracos? São esteticamente menos atrativos e pouco duráveis.
  • vasos em fibra de cocoFibra de coco: muito delicados, servem como suportes para forrações ou plantas pendentes, de preferência, suspensos. Após a proibição da utilização da fibra de xaxim, a fibra de coco tornou-se a opção para o cultivo de plantas como samambaias e orquídeas, que precisam de arejamento e boa drenagem. Com o tempo e rega constante, perdem a forma e escurecem, pois retêm poeira e poluição. A substituição é viável, pois o produto é barato.
    Os pontos fracos? Média durabilidade e tamanho limitado.
  • vaso em metalMetálicos: leves e elegantes, são fabricados com chapas metálicas galvanizadas e acabados com pintura eletrostática. Podem vir com rodízios ou pés fixos, com ou sem caixa para recolhimento da água e podem ser feitos sob encomenda em qualquer tamanho, se reforçados nas laterais e bordas. Uma vantagem é sua utilização em áreas que não suportam cargas altas.
    O ponto fraco? O custo.
  • vaso de pedraPedra: por ser um material extremamente poroso, recomenda-se que um vaso de plástico interno seja utilizado, a fim de conter a planta. O modelo pode, porém, ser utilizado em ambientes internos ou externos.
    Os pontos fracos: Peso, dimensões limitadas e formatos limitados.

Dicas importantes:

  • Não se esqueça que o vaso deve ter furos na parte de baixo para drenagem, pois o solo encharcado pode acarretar no apodrecimento das raízes.
  • Prepare a terra da planta com muito cuidado, procure sempre enriquecê-la com material orgânico, veja outras dicas sobre o solo em Adubos Orgânicos e Inorgânicos e Compostagem no quintal.
  • Use pedras no fundo ou cacos de telha para ajudar na drenagem evitando o encharcamento.

Fontes: Uol – Decoração e Jardinagem e Flores Culturamix

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